jun 07

Desculpem o trocadilho… Mas o fato é que o papel tem um papel imprescindível na indústria gráfica. É o principal componente do sistema de impressão, a matéria-prima para colocar as idéias em prática. Por isso, saber identificar os tipos de papel é a base para qualquer trabalho de impressão, seja digital ou analógico. Do desempenho das cores ao modo de distribuição, todas as variáveis do processo gráfico dependem do papel a ser utilizado.

Três características básicas diferenciam os tipos de papel: a gramatura (o peso), o formato e a cor. A gramatura varia normalmente de 50 a 350 gramas.  Em geral, é ela que define os custos do impresso. Mas o formato também pesa na hora de estabelecer o preço. Quanto melhor aproveitado o espaço do papel, menor o custo e o desperdício. Já a cor determina para que o papel será usado. A textura molda o desempenho das cores na impressão. Quanto menos poroso, mais vivas ficam as cores.

Todas essas características podem indicar tipos melhores ou piores de papel para determinado impresso, mas o que importa mesmo na hora de escolher é a criatividade. O cliente tem a ideia e a gráfica propõe um papel, mas é a conversa entre ambos que vai definir o impresso final.

jun 07

Um dos erros mais comuns é pensar que a resolução da imagem depende da impressão gráfica. É claro que a qualidade de impressão é importante, mas o que vale mesmo é a reprodução capturada na câmera.

A resolução de uma foto determina sua qualidade, a partir da quantidade de pontinhos (pixels) que formam essa imagem. Quanto maior a resolução, maior sua definição e detalhamento. Para medir a resolução de impressos, é utilizada a unidade DPI, que significa Dots Per Inch (pontos por polegada).

Existe uma convenção de que a impressão offset trabalha com 300dpi, mas este valor pode variar conforme o material. O profissional da gráfica é quem deve analisar caso por caso e, assim, definir a resolução. Imagens com resolução alta demais tornam o arquivo pesado no computador, mas são necessárias para uma boa impressão.

A qualidade da imagem pode ser configurada na própria máquina digital, que tem sua capacidade definida quando fabricada. É importante prestar atenção no detalhe da resolução no momento de enviar o material para a gráfica, pois ela é de total importância para uma impressão 100%.

abr 10

Ao andar pela rua ou até mesmo em casa somos diariamente bombardeados por vários panfletos e folders de empresas que tentam de várias maneiras vender seus produtos e serviços. Como os panfletos são uma forma relativamente barata de promoção e divulgação é muito utilizado pela maioria dos comerciantes, mas nem sempre são produzidos de uma forma que agrade e cumpra seu papel efetivamente.

Para conseguir ser efetivo e criar um panfleto que realmente alcance o seu objetivo você precisa tomar alguns cuidados para não causar no seu poencial cliente um efeito contrário ao que você deseja.

Evite enfeitar demais seu panfleto, quanto mais simples e direto for sua propaganda mais facilmente será assimilada pelo leitor. Utilizar muitas cores, fontes de diferentes tamanhos e tipos e imagens em excesso é garantia de que seu panfleto inevitavelmente será colocado no lixo sem ao menos ser lido.

Não enrole o leitor, seja direto, apesar de o panfleto poder ser guardado e lido posteriormente, se ele não chamar a atenção e informar logo qual a sua proposta o leitor não terá motivos para guardá-lo e o seu material será colocado no lixo.

Não utilize imagens em excesso, apenas coloque as imagens que realmente façam sentido para descrever seu produto ou serviço.

A simplicidade é o ponto principal ao projetar um folder ou panfleto promocional, quanto mais simples e direto for seu material mais efetivo ele será.

Veja algumas dicas para criar um panfleto de sucesso

Consiga a atenção do leitor

A primeira coisa que você deve se preocupar ao elaborar seu panfleto é em conseguir a atenção do seu cliente, e uma boa maneira de fazer isso é utilizando uma manchete em negrito, com fontes grandes ou em uma cor que chame a atenção, o uso de uma boa imagem que deve estar no contexto do produto ou serviço que você está oferecendo também pode produzir ótimos resultados.

Crie um desejo

Após conseguir a atenção do seu potencial cliente é hora de você criar um algum interesse em seu produto ou serviço, para isso procure descrever com um texto direto e ressaltando as qualidades e vantagem do que você pretende vender. Neste ponto a utilização de imagens também é muito bem vinda.

Provocando uma ação

Após ter chamado a atenção para seu panfleto e colocado todos os pontos importantes é a hora de você fazer com que seu cliente responda ao anúncio. Neste ponto coloque suas informações de contato ou a forma que você prefere que seu cliente chegue até você. Nesta altura você pode colocar seu logotipo e as informações da sua empresa.

abr 07

O tratamento e a exportação de imagens para impressão é um desafio em muitos casos. Como fazer com que aquela imagem, foto ou gráfico fiquem com ótima resolução e o material tenha excelente qualidade? Existem alguns itens básicos, mas importantes, a serem considerados.

Por Alexandre Bigaiski

Primeiramente, vamos falar sobre pixels. Os pixels são, basicamente, pontos que formam aquela imagem que nós vemos nos materiais impressos e também nos digitais. Toda a imagem é formada por esses pontinhos. Quanto mais pontos (pixels) a imagem tiver, melhor resolução ela terá. Mas não é tão simples assim. Uma imagem com resolução demais pode prejudicar o material impresso e também o digital, assim como uma imagem com poucos pixels.

Exemplo de visualização de tipos de pixels:

A resolução adequada de pixels que se aconselha utilizar em uma imagem para um material impresso é 300 dpi’s.

DPI é uma sigla que significa Dots Per Inch, ou Pontos Por Polegada. Os “pontos” são os “pixels”.

Porém, se você exportar uma imagem com mais de 300 dpi’s (utilize no máximo 400 dpi’s), o arquivo ficará muito grande em megabytes. Quando você for enviar esse arquivo para impressão ele demorará muito e, em alguns casos, o procedimento nem ao menos será finalizado devido ao tamanho do arquivo.

Exemplo de pixels digitais e impressos:

Já, em relação às imagens digitais (que vemos na internet, por exemplo), a resolução básica que utilizamos é 72 dpi’s. Não há nenhuma necessidade de produção de imagens com resolução maior do que esta. Por exemplo: se você vai abrir um blog que tenha quarenta imagens, e cada uma delas tiver 300 dpi’s, a página vai demorar muito para ser carregada. E provavelmente você não terá paciência para esperar todas as quarenta imagens serem abertas. Isso acontece porque quanto mais pixels uma imagem tiver, maior será o tamanho do arquivo em megabytes. Portanto, essas imagens levarão um tempo muito maior para serem carregadas.

Exemplos de uma mesma imagem com várias resoluções diferentes:

Mas, o nosso foco é a impressão. Então vamos falar dela. Comentamos aqui sobre as imagens digitais porque utilizamos essas imagens em nossos materiais que serão impressos. Alguns profissionais compram arquivos em bancos de imagens ou copiam imagens não inclusas na lei dos direitos autorais, e nem sempre essas imagens estão com uma resolução adequada para a impressão.

É nesse momento que você deve tomar muito cuidado! Como já vimos nesse artigo, as imagens digitais, como as que salvamos a partir da internet, normalmente estão com resolução de 72 dpi’s. Como a imagem para ser impressa deve estar com 300 dpi’s, isso certamente causará problemas. O resultado é que a imagem ficará com resolução baixa, e a qualidade do material será muito inferior à desejada.

Então, a primeira coisa que você deve fazer antes de montar a sua arte é obter uma imagem que seja grande o suficiente para ter ótima qualidade na impressão.

Quando você precisa exportar imagens para o formato JPG também deverá prestar muita atenção nas configurações da exportação. O cuidado com a resolução é fundamental. Se você quer imprimir essa imagem exporte-a com 300 dpi’s de resolução. Mas atenção! Se você exportar um arquivo com 300 dpi’s, mas a imagem usada no arquivo tiver resolução menor do que essa (como 72 dpi’s, por exemplo), o seu trabalho será em vão. O seu material sairá com baixa qualidade.

Um programa de desenho vetorial como o Corel Draw, por exemplo, é bastante útil nessas horas. Um desenho vetorial pode ter o seu tamanho aumentado e diminuído infinitas vezes, sem prejudicar a resolução em seu resultado final. No caso, a imagem pode ser produzida por você ou baixada de algum site na internet. Da mesma forma, como em qualquer outro programa, se você for exportar em JPG uma imagem para impressão, deverá exportá-la com 300 dpi’s de resolução.

Para ver se a sua imagem tem boa resolução para ser impressa

Aquela imagem que você salva a partir da internet, por exemplo, pode ser testada para verificação de como ela ficará no arquivo final a ser impresso. Siga os seguintes passos:

1) Abra o Corel Draw e crie um novo arquivo (ou abra o arquivo padrão) no qual você fará a sua arte a ser impressa.

2) Insira no arquivo a imagem que você quer usar.

3) Vá até o menu, clique em Bitmaps e em seguida Reamostrar.

4) Selecione todas as opções das caixas de seleção e altere a resolução para 300 dpi. Depois, dê OK.

5) Verifique qual o tamanho que ficou a sua imagem. Veja o resultado do procedimento com a nossa imagem de exemplo.

Note como a imagem ficou muito menor do que o tamanho do arquivo. A imagem está com 300 dpi, mas está extremamente pequena. Você pode aumentá-la, mas é aí que está o problema. Se você fizer isso, a qualidade de imagem na impressão ficará muito ruim.

Reescalamos a nossa imagem de exemplo para preencher o fundo do documento. Veja só como ficou.

Olhando mais de perto você perceberá a perda de resolução da imagem.

Percebeu como a imagem está toda “quadriculada”? É porque a resolução está muito baixa. Pegamos uma imagem da internet, inserimos no Corel Draw e reescalamos a imagem. O resultado não foi nada agradável.

Sempre que você tiver dúvidas se aquela imagem que você tem ficará com boa resolução ou não, realize esse procedimento que descrevemos acima. Para que o material impresso fique com uma ótima qualidade a imagem precisa ser bastante grande. Na dúvida, teste.

Seguindo essas dicas básicas o seu trabalho com certeza ficará muito melhor e mais satisfatório. Tanto para você como para o seu cliente.

nov 18

Um cartão de visita não é só um pedaço de papel ou de PVC. Cartão de visita é conceito. Existem vários outros aspectos que devemos levar em consideração na hora da construção e manutenção da imagem pessoal ou empresarial. Nesse artigo, vamos ver alguns aspectos que englobam o seu cartão de visita, no mais amplo sentido da palavra.

Por Alexandre Bigaiski

O seu cartão de visita é a sua aparência.
O seu cartão de visita é a roupa que você usa.
O seu cartão de visita é a pasta que você carrega nas mãos.
O seu cartão de visita é a sua postura corporal.
O seu cartão de visita é, também, o seu próprio cartão de visita.

Cada item tem os seus detalhes. Vamos a eles.

A sua aparência

Se você ainda não sabe, saiba que o cuidado que você tem com a sua pele, com o seu cabelo, uma barba bem feita, acessórios discretos… Tudo isso conta na questão aparência. Segundo estudos  –, 55% da nossa personalidade é julgada através de aspectos visuais; 38% pela maneira como nos expressamos e apenas 7% pelo conteúdo do que falamos. Por esse motivo, já sabemos o quão importante é a aparência para o nosso convívio social. A sua aparência também é um cartão de visitas.

A roupa que você usa

Pensa que é só cuidar da pele e do cabelo que está tudo bem? A roupa também é extremamente importante para as relações sociais. Não vamos dizer aqui que você homem deve sair para vender usando sempre terno e gravata. Muitas vezes uma roupa mais simples (mas não esportiva) pode resultar em um bom efeito. Na verdade pode ser até melhor do que se você se apresentasse com terno e gravata. Você não vai causar uma impressão adequada caso vá vender algum produto para o dono de uma loja de surf. Você estará como “um peixe fora d’água”.

As mulheres também devem tomar cuidado com roupas muito decotadas e saias muito curtas. Você é uma vendedora e está tentando fazer um negócio e vender os seus produtos. A pessoa com quem você conversa deve notar isso desde o início. Portanto, a roupa que você usa também é o seu cartão de visita.

A pasta que você carrega nas mãos

Perceba como estamos tratando de todos os detalhes necessários para a efetivação de uma boa venda. Talvez, algumas pessoas acreditem que a pasta que carrega não é tão importante, e sim, o seu conteúdo. Claro que o conteúdo é extremamente importante. Mas, a aparência da pasta também é.

Imagine se um vendedor vem até você com uma pasta rasgada, suja, ou mal cuidada em mãos. Decepcionante! As pessoas vão pensar assim também sobre o seu trabalho. Porque o cuidado com o seu material de trabalho também tem haver com a aparência. Então, o seu material de trabalho também é o seu cartão de visita.

A sua postura corporal

Como você anda? Como se senta? Sabe como se portar corporalmente? Estes também são itens muitos importantes. Especialistas dizem que manter a coluna confortavelmente ereta já faz com que você ande melhor, com mais elegância e mais segurança. Sentar-se adequadamente também é importante. Sempre se sente com a coluna ereta.

Braços ou cotovelos em cima da mesa do seu cliente não é uma atitude aconselhável. Muito menos colocar o seu material de trabalho sobre a mesa dele. Lembre-se: a mesa é dele, não sua. Respeite o espaço dele e você também será respeitado.

Tente não gesticular demais. Quem fala muito “com as mãos” é tido como uma pessoa que “não tem nada para falar”. Isso não significa que você deve ficar “preso”. Pode se soltar, mas com moderação. Alguns itens importantes que você quer confirmar, dar certeza, podem ser falados juntamente com uma gesticulação. A sua postura corporal também é seu cartão de visita.

O seu próprio cartão de visita

Sabemos da importância do design e informações adequadas a serem realizados em um cartão de visita. As informações contidas nele devem ser somente aquelas que realmente são importantes. Não polua visualmente o seu cartão com informações desnecessárias. E isso também serve em relação ao design. Muitas cores, muitas formas, fotos que não se relacionam com a empresa ou o profissional etc.

Concluindo

Comece a ver o cartão de visita como algo muito mais amplo. Ele não é só mais um acessório na sua carteira ou porta cartões de visita, é um conjunto de fatores que fazem com que o seu marketing pessoal seja muito mais efetivo. Veja o termo “cartão de visita” de modo mais global. Todos os detalhes, por mais mínimos que sejam, influenciam na decisão de compra do seu cliente.